"IMAGINARIO, 450 JANEIROS DE UMA CIDADE SURREAL"

 

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Embalada pelo bom desfile realizado em 2014, a administração liderada por Monarco, Sérgio Procópio e Marcos Falcon continuou a tarefa de arrumar a casa.

Na maior parte das funções, não houve grandes mudanças. Alexandre Louzada permaneceu como carnavalesco, e Luiz Carlos Bruno, diretor de carnaval. Nilo Sérgio seguia firme no comando da Tabajara do Samba. Gislaine era a escolhida para comandar mais uma vez a comissão de frente da escola. A única mudança se deu na função de mestre-sala – logo após o Desfile das Campeãs, Diogo Jesus anunciou seu desligamento da Portela, transferindo-se para a Mocidade Independente de Padre Miguel. Para substituir Diogo Jesus, a azul e branco contratou Alex Marcelino para formar dupla com Daniele Nascimento.
 
A escola decidiu homenagear o Rio de Janeiro pelos seus 450 anos, comemorados no dia 1º de março de 2015. Buscando inspiração no surrealismo de Salvador Dalí para falar sobre os 450 anos do Rio, o enredo teve como título "ImaginaRIO - 450 janeiros de uma cidade surreal".

No dia 06/01/2015, a escola perdia uma de suas principais figuras: a ex-porta-bandeira Dona Dodô, aos 95 anos, que participou do primeiro campeonato da Portela, em 1935.

O samba escolhido como o hino do enredo foi o da parceria de Noca, Celso Lopes, Charlles André, Vinicius Ferreira e Xandt Azevedo, derrotando a parceria vencedora dos três anos anteriores, comandada por Toninho Nascimento e Luiz Carlos Máximo.

A Portela foi a segunda escola a entrar na avenida na noite de segunda-feira (16/02). Começou o desfile às 23h02, levando 40 alas, 3.800 integrantes e 7 carros de muito luxo e ostentação.

Antes mesmo de entrar na avenida, a Portela deu um gostinho ao público do que estava por vir. Quatro paraquedistas iluminados com luzes azuis e com sinalizadores sobrevoaram a Sapucaí, levando o nome da escola estampado em seus paraquedas e pousando no meio da avenida.

Na frente da escola, o cantor Zeca Pagodinho acompanhou o desfile no chão. A atriz Sheron Menezzes, que já fora rainha de bateria da escola, veio de destaque de chão, onde também passaram Glória Pires e o marido Orlando Morais. A águia-drone do ano anterior apareceu de novo na Sapucaí.

A ave-símbolo da escola veio na comissão de frente, junto com o inconfundível relógio derretido da obra de Dalí, que tinha um telão projetando imagens do Rio e do desfile. Os integrantes sintetizavam os personagens do Rio, como o vendedor ambulante, o malandro e as damas da Lapa.

O abre-alas “Um Abraço do Redentor a Você, Feliz Cidade” trouxe uma enorme águia com elementos do Cristo Redentor, abrindo os “braços” na avenida. As penas da águia se transformavam no manto do Cristo, na parte inferior da escultura, promovendo uma fusão entre o símbolo da escola e o mais famoso ponto turístico da cidade. O público foi ao delírio quando a escultura se curvou para passar pela torre onde ficam cinegrafistas e fotógrafos, dando um "rasante" pela Sapucaí.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Portela representava um par de bem-casados. Com fantasia luxuosa e que possuía rosas brancas na saia dela, fazendo uma homenagem a Dona Dodô, eles realizaram um bom bailado, mostrando muita sintonia.

O carro que representou a Baía de Guanabara como uma mulher emergindo do mar foi montado com uma malha de 175.000 latinhas recolhidas na quadra da Portela.

Houve um problema no carro que representava o Jardim Botânico. O gerador não funcionou e a alegoria desfilou com as luzes apagadas e sem o chafariz.

A bateria do mestre Nilo Sérgio passou bem, com seu peso característico e bem criativa. Patrícia Nery reinava mais uma vez à frente da bateria, e teve o auxílio do cantor Carlinhos Brown representando o rei da percussão.

A quarta alegoria trouxe um ovo, que se quebrava e do qual saía um casal, fazendo a representação da expressão "carioca da gema". A atriz Leandra Leal cruzou a avenida como destaque nessa alegoria.

Aílton Graça, o intérprete da personagem Xana da novela “Império”, fez uma performance como Madame Satã, no carro que representava a boemia e a luxúria do bairro carioca da Lapa.

O carro que representava o Maracanã teve três bolas-drone que sobrevoavam as arquibancadas. Com estruturas infláveis, a escola reconstruiu o túnel Rebouças na avenida.
Fechando a apresentação, o trem do samba, também em forma de águia. Nesse carro a escola homenageou os 50 anos de carreira do cantor e compositor Paulinho da Viola, uma grande referência da agremiação. Ele veio no carro com a Velha Guarda Show e outros artistas como Maria Rita, Teresa Cristina e Monarco.

A Portela concluiu o desfile com 1h18, aos gritos de "é campeã".

Na quarta-feira de cinzas, a escola conseguiu o quinto lugar, com 269 pontos – mesmo total de pontos da Unidos da Tijuca, em quarto lugar, e da Grande Rio, em terceiro. A classificação entre essas três escolas foi decidida pelo quesito evolução, que havia sido sorteado antes de a apuração começar como o decisivo caso houvesse empate nas notas.

O portal SRZD-Carnaval abriu votação para que os leitores escolhessem a melhor escola do Grupo Especial do Carnaval 2015. A enquete ficou aberta durante uma semana e foi encerrada na segunda-feira seguinte aos desfiles. A Portela recebeu 204 votos e foi eleita a grande "Campeã dos Leitores", um troféu que foi entregue à escola na festa da 8ª edição do Prêmio SRZD-Carnaval.
 

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