“A VELHA GUARDA FORMOSA E FACEIRA...”

 

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Formação inicial

 

Alberto Lonato

Alberto

Andava pela Portela desde os primeiros momentos. Não era propriamente da escola, mas não perdia as reuniões e as festas na casa de “Seu” Napolleão, pai de Natal, Nozinho e Vicentina. Gostava de ver os amigos nos diversos redutos do samba daquele tempo: Favela, Estácio, Mangueira etc. Filiou-se definitivamente à Portela em 1942.

 

Alcides Lopes

Alcides

No passado, foi uma das grandes vozes da Portela. Partideiro de versos maravilhosos (“A rosa se desfolhou/ Só por se achar cansada/ De tanto fazer bonito/ No romper da madrugada”), era capaz de contar toda a história da escola.

 

Alvaiade

Alvaiade

Oswaldo dos Santos, ou Alvaiade, é outro que já deixou seu nome na história do samba. Foi um dos primeiros a conseguir gravação para suas músicas. Suas melodias são inspiradas e ele é bastante conhecido nos meios radiofônicos.

 

Aniceto

Aniceto

É conhecido como autor de muitos partidos famosos. Tocador de violão-tenor, irmão de Manacéa e Mijinha, era tão tímido quanto seus irmãos. Tem muitos sucessos na Portela.

 

Antônio Caetano

ACaetano

Foi o idealizador dos primeiros enredos da escola, além de ser um compositor de grande talento e de ter cursado o Liceu de Artes e Ofícios, onde desenvolveu seu talento para a pintura. Caetano foi tão importante quanto Paulo, Heitor, Claudionor, Rufino e outros fundadores.

 

Antônio Rufino dos Reis

Rufino

Autor de sambas de sucesso, conhecedor de jongos, conhecido e admirado por todos, foi uma das grandes figuras da criação da escola, da qual foi o primeiro tesoureiro.

 

Armando Santos

Armando

Foi criador de um enredo na Portela que marcou época, “Festa Junina”, cantado em fevereiro de 1955. Veio para escola no fim dos anos 30 e foi uma figura de relevo na direção.

 

Casquinha

Casquinha

Filho de pai alemão e mãe negra, nascido em 1 de dezembro de 1922, Otto Enrique Trepte praticamente apadrinhou Paulinho da Viola na Portela, compondo a segunda parte de "Recado", primeiro sucesso do sambista. Casquinha começou na Velha Guarda tocando surdo e hoje toca reco-reco, além de ser um dos cantores do grupo. Três sambas seus estão em "Tudo azul": "Vem amor", "Falsas juras" (parceria com Candeia) e "Corri pra ver" (com Chico Santana e Monarco).

 

Francisco Santana

Chico

É o autor do Hino da Portela. Compositor inspiradíssimo, parceiro de Monarco, dono de sucessos como “O Lenço”, “Noite” e tantos outros.

 

Manacéa

Manacea

O compositor mais humilde que se conhece. Tímido, Manacéa não revela no primeiro momento aquilo que é: um senhor compositor, dono de muitos sambas de sucesso. Os sambas-enredo de 1948, 1949 e 1950 e 1952 são seus e os de 1948 e 1950 foram feitos em parceria com Nilson e Aniceto, seu irmão.

 

Mijinha

Mijinha

Grande compositor. Irmão de Aniceto e Manacéa. Seus sambas são de muita grandeza na melodia e suas letras, simples como ele, mas de uma força que não se pode explicar.

 

Ventura

Ventura

 

Ventura fez um dos primeiros sambas gravados por Moreira da Silva, por volta de 35, chamado “Vejo Lágrimas”. Nunca deixou de participar ativamente da escola. Era um excelente partideiro, contribuiu bastante para o lançamento do CD “Portela, Passado de Glórias”.

 



Formação atual

Áurea Maria

Aurea Maria

 

A mais nova das pastoras da Velha Guarda tem o samba nas veias: Áurea Maria de Almeida Andrade é filha de Manacéa, sobrinha de Mijinha, Aniceto e Lincoln, e também é uma compositora de primeira. "Volta meu amor", parceria com o pai, está em "Tudo azul" e tem sido cantada por Marisa Monte em seus shows. Só não toca instrumentos: "Meu pai não tinha paciência para me ensinar cavaquinho". Nascida em 1 de abril de 1952, começou a cantar na Velha Guarda em 1998.

 

David do Pandeiro

David

David de Araújo não faz por menos: "Sou uma história do pandeiro nas escolas de samba". E é mesmo. Foi pioneiro no uso de malabarismos e coreografias nos desfiles e, no início dos anos 60, comandou uma ala de 12 pandeiristas, algo incomum na época. Passou por algumas escolas até se fixar na Portela, entrando para a Velha Guarda no lugar de Alberto Lonato. Nasceu em 28 de dezembro de 1934 e canta em "Tudo azul" uma parceria com Candeia, "Vai saudade".

 

Guaracy

Guaracy

Amigo de infância de Martinho da Vila, Guaracy de Castro começou a tocar violão na Boca do Mato, subúrbio do Rio, chegando à Portela pelas mãos de Osmar do Cavaco, pai de Serginho Procópio, e passando a compor com Candeia e outros sambistas. Entrou na Velha Guarda há seis anos no lugar de Jorge. Nasceu em 5 de março de 1939 e tem várias músicas gravadas.

 

Jane Carla

JCarla

 

Monarco

Monarco

Hildmar Diniz tinha apenas 37 anos quando foi chamado para a Velha Guarda, já que seu samba "Passado de glórias" iria dar nome ao primeiro disco do grupo. Era 1970, e de lá para cá Monarco só fez consolidar as carreiras de cantor e compositor ("Amor verdadeiro", "Vai vadiar"...), mas nunca deixou a Velha Guarda, onde toca tamborim e é a voz principal. "Gosto de estar junto deles, me sinto feliz", justifica ele, nascido em 17 de agosto de 1933 e que tem três sambas em "Tudo azul", entre eles o clássico "Lenço".

 

Serginho Procópio

Serginho

Sérgio Procópio da Silva é o caçula da Velha Guarda. Nasceu em 5 de dezembro de 1967 e entrou para o grupo no ano passado em função da morte de seu pai, Osmar do Cavaco. Herdou o talento no uso do cavaquinho e a paixão pelos tradicionais sambas de terreiro da Portela, o que o faz já se sentir um veterano. Tocou, entre outros, com Zeca Pagodinho e Dona Ivone Lara.

 

Surica

Surica

Nascida (em 17 de novembro de 1940) e criada em Madureira, Iranete Ferreira Barcelos está na Portela há 45 anos e na Velha Guarda desde 1981. "É em sua casa que o grupo costuma se reunir para ensaios e almoços. Na mesma gostosa vila de Madureira acontecem pagodes todos os sábados. Surica está concluindo agora seu primeiro disco solo.

 

Pesquisa e criação de texto: Geraldino

Bibliografia:
- Encarte do CD “Portela Passado de Glória”;
- www.marisamonte.com.br